Aproveitando a remodelação da minha página na
Internet, assim como a colaboração que encetei com o
Blog “Apito de Lata”, do árbitro Luiz Godinho de Borba,
que tive o prazer de conhecer pessoalmente há dias e do
qual fiquei com as melhores impressões, deixo aqui o
primeiro artigo da nova secção Artigos de opinião deste
site.
A partir de agora, todas as semanas, em combinação com o
Luiz Godinho publicarei aqui um artigo, se possível mais ou menos a
condizer com o que vi ou foi dito na imprensa dos
árbitros e dos seus desempenhos nos grandes jogos do
fim-de-semana.
Dei a conhecer ao Luiz o meu pequeno álbum com artigos
escritos na imprensa desde 1940 até hoje 2008 – 68 anos, onde
estão aproximadamente 60 a 70 mil páginas, entre elas,
alguns artigos fabulosos escritos por grandes árbitros,
seus dirigentes e jornalistas, do melhor que havia nas
décadas de 40-50-60-70-80.
Foi indo ao fundo do álbum que, para iniciar esta semana, tinha
já escolhido os dois artigos apresentados em baixo, fabulosos, para desejar
boa sorte a todos os árbitros do meu conselho, e não só,
e que este fim-de-semana vão iniciar os campeonatos
regionais.
Para os mais novos, e não só,
deverão ler com atenção para ficarem a saber que as leis que vão aplicar
já estavam feitas, ainda eu não tinha nascido e já
tenho 72 anos. Não foram os dirigentes de agora, como
podereis verificar nos artigos, mas sim os dirigentes
de outrora, que não eram nada parvos … mesmo sem electrónica.
Se o senhor F. C. Ribeiro dos Reis, o Senhor Gameiro
Pereira, o mestre Cândido de Oliveira e o colega
Hermínio Soares - que ainda tive o prazer de ver actuar
aqui na cidade de Évora e, se calhar de lhe chamar
nomes - cá voltassem não acreditariam nestes
acontecimentos.
A publicação destes dois artigos é um alerta e uma
homenagem para que todos os árbitros e seus dirigentes não
se esquecerem que Portugal era um país respeitado,
em leis de arbitragem, por todo o mundo. Hoje a
arbitragem de Portugal é pouco credível, conhecida pelo mundo
fora pela negativa.
No passado Domingo, dia 28 de Setembro, com um Derbie Regional da 3ª
divisão na cidade museu, entre o Juventude e o
Lusitano, fui assistir com alguma preocupação
porque sou contra estas nomeações. Estive também na de
Reguengos – Lusitano de Évora, também para 3ª divisão e
não me posso alongar mais, pois se o fizesse seria muito
duro, por isso aguardemos melhores dias.
Julgo que os dirigentes da arbitragem devem saber que
correm nos tribunais deste país ainda julgamentos do
apito dourado. Os dirigentes tem o dever do bom senso, de
os defender com unhas e dentes e não de atirá-los às feras.
Ninguém acredita nestas nomeações.
Primeiro: Não estão em causa os árbitros que foram
nomeados para os derbies de Reguengos nem de Évora. São
homens com nove anos de arbitragem, estão na 3ª divisão
com provas dadas como podiam estar na 2ª ou na 1ª ou em
qualquer parte do mundo a dirigir um jogo. A bola é
igual, o campo é igual, as leis são iguais em todo o
mundo, portanto devia só haver um pouco de bom senso de
quem manda. Aqui mandaram mal…
Segundo:
Sobre o jogo que vi no Sanches de Miranda, com um trio
de arbitragem que já tinha visto na 1ª jornada da 3ª
divisão a minha apreciação é igual à que vi em Rio
Maior. É um jovem, professor primário de formação, que não
pode pensar que já sabe tudo. Tem que se aperfeiçoar
bastante na dualidade de critérios.
As leis têm que ser
iguais para os dois clubes.
Quanto ao lance polémico no
jogo, no golo invalidado ao Juventude, ele é o juiz
soberano sendo firme na sua decisão. Foi pena a
sinalética, com o auxiliar do lado do peão, não bater
certo. Quanto a mim foi a falha mais grave do lance. Eu
não estou em condições de dar opinião, o delegado ao
jogo dará o seu parecer, bom ou mau.
Foi um jogo igual ao do Reguengos – Lusitano, que
tive o prazer de assistir, com uma correcção de alto
nível feita por todos os intervenientes nas partidas.
A caneta que escreve a castigar os jogadores também
tem que escrever àqueles que se portam bem. O capitão do
Juventude foi de uma correcção extraordinária e ajudou-o
bastante, junto ao banco do Juventude, aquando do
polémico lance. Foi um grande capitão e só ele acalmou
dirigentes, colegas e jogadores.
Se mencionou alguma
coisa no boletim do jogo, muito bem. Se não mencionou
nada, para mim fez mal.
José Guerra